Onça resgatada na Amazônia vai para nova casa em avião da Aeronáutica
Encontrado com quatro meses, animal não aprendeu a caçar.
Onça-parda será criada em Santa Rita do Passa Quatro (SP).
Iberê Thenório
Do Globo Amazônia, em São Paulo
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Uma jovem onça-parda resgatada na Amazônia ganhou uma nova casa neste domingo (8). Encontrada com apenas quatro meses em Rio Preto da Eva (AM), o animal passou quase dois anos vivendo provisoriamente em instalações do Ibama do Amazonas. Como foi criada longe da mãe, não aprendeu a caçar e teve que ser doada para um criadouro autorizado em Santa Rita do Passa Quatro, no estado de São Paulo.
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Para o transporte entre Manaus e a cidade paulista, o Ibama obteve o apoio da Aeronáutica, que levou o animal sedado em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB).
Batizada de Krishna, a onça-parda tem dois anos de idade. Como foi criada por pessoas desde os quatro meses, ela não aprendeu a caçar e terá que viver em um criadouro conservacionista em Santa Rita do Passa Quatro (SP). (Foto: Robson Czaban-Ibama/Divulgação)
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Agricultura e exploração madeireira devastam a Amazônia peruana
floresta com o Globo Amazônia
Agricultores que migraram das montanhas geladas desmatam sem piedade. Também a extração madeireira é feita sem planejamento.
O Rio Tambo rasga a selva em direção ao Rio Maranhón, nome peruano dado ao Amazonas brasileiro. No território dos ashaninkas, uma das etnias mais tradicionais da Amazônia, há 108 comunidades indígenas. Em todas elas, a principal atividade econômica é a extração de madeira.
Um pedaço de floresta flagrado pela equipe do Fantástico virou um estoque de milhares de metros cúbicos de madeira de diversas espécies. Ali há uma serraria funciona em pleno território indígena. Apesar de ser clandestina, a madeireira funciona a pleno vapor, em parceria com os índios da região.
Para ajudar na fiscalização, o governo peruano criou a Polícia Ecológica. No único posto que funciona na região onde a floresta é mais pressionada, há só três policiais para cobrir 20 mil quilômetros quadrados.
No Inrena, o Ibama peruano, faltam funcionários para trabalhar nas estradas e nos postos de controle. Proporcionalmente, é como se cada fiscal do órgão tivesse que vigiar, sozinho, uma área maior que a cidade de São Paulo.
O destino de muitas cargas de madeira é a cidade de Satipo, que tem 100 mil habitantes e mais de cem serrarias, a maioria ilegal.
Proporcionalmente, o Peru desmatou em 25 anos o mesmo que o Brasil, segundo um relatório da ONU.
O governo peruano criou recentemente um Ministério do Meio Ambiente, mas reconhece que pelos menos 40% da madeira que circula nesta região da Amazônia tem procedência ilegal.
Acompanhe a partir desta segunda-feira (6), no Jornal Nacional, uma série especial sobre a BR-163, rodovia que liga Cuiabá a Santarém.
Sabe de algum crime ambiental cometido na Amazônia? Mande sua denúncia para globoamazonia@globo.com
Agricultores que migraram das montanhas geladas desmatam sem piedade. Também a extração madeireira é feita sem planejamento.
O Rio Tambo rasga a selva em direção ao Rio Maranhón, nome peruano dado ao Amazonas brasileiro. No território dos ashaninkas, uma das etnias mais tradicionais da Amazônia, há 108 comunidades indígenas. Em todas elas, a principal atividade econômica é a extração de madeira.
Um pedaço de floresta flagrado pela equipe do Fantástico virou um estoque de milhares de metros cúbicos de madeira de diversas espécies. Ali há uma serraria funciona em pleno território indígena. Apesar de ser clandestina, a madeireira funciona a pleno vapor, em parceria com os índios da região.
Para ajudar na fiscalização, o governo peruano criou a Polícia Ecológica. No único posto que funciona na região onde a floresta é mais pressionada, há só três policiais para cobrir 20 mil quilômetros quadrados.
No Inrena, o Ibama peruano, faltam funcionários para trabalhar nas estradas e nos postos de controle. Proporcionalmente, é como se cada fiscal do órgão tivesse que vigiar, sozinho, uma área maior que a cidade de São Paulo.
O destino de muitas cargas de madeira é a cidade de Satipo, que tem 100 mil habitantes e mais de cem serrarias, a maioria ilegal.
Proporcionalmente, o Peru desmatou em 25 anos o mesmo que o Brasil, segundo um relatório da ONU.
O governo peruano criou recentemente um Ministério do Meio Ambiente, mas reconhece que pelos menos 40% da madeira que circula nesta região da Amazônia tem procedência ilegal.
Acompanhe a partir desta segunda-feira (6), no Jornal Nacional, uma série especial sobre a BR-163, rodovia que liga Cuiabá a Santarém.
Sabe de algum crime ambiental cometido na Amazônia? Mande sua denúncia para globoamazonia@globo.com
No Xingu, venda de 'carbono de floresta' é realidade distante
Pagamento para preservar matas é discutido em Brasília e Cuiabá.
Grande parte dos povos indígenas ainda desconhece o assunto.
Iberê Thenório
Do Globo Amazônia, em Poconé - o jornalista viajou a convite dos organizadores do Katoomba Meeting
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A ideia de receber dinheiro para preservar florestas, conhecida também como pagamento por serviços ambientais, anima governadores, cientistas e agropecuaristas, mas ainda é fato desconhecido para a maioria das tribos que habita o Parque Nacional do Xingu, no Norte de Mato Grosso.
Na última semana, um encontro em Cuiabá discutiu a criação de mecanismos que permitissem a países e empresas poluidoras compensar suas emissões de gás carbônico pagando a donos de terra a preservação de suas matas.
Índos Yawalapeti, que vivem no Xingu, dançam em frente a evento que discutiu pagamento por 'carbono de floresta'. (Foto: Iberê Thenório/Globo Amazônia)
A tribo dos Yawalapeti, que vive no Xingu, montou uma oca em frente ao evento, pintou seus rostos e dançou. Segundo seu chefe, o cacique Aritana, a dança era um protesto contra a poluição dos rios da região. O espetáculo de cores encantou os participantes da reunião, da qual os Yawalapeti ficaram de fora.
Quem falou pelos povos do Xingu foi o indigenista Márcio Santilli, do Instituto Socioambiental (ISA), que tem vários projetos na região. Ele tem feito reuniões com tribos locais para explicar como poderia funcionar um projeto de pagamento por ‘carbono da floresta’.
Grande parte dos povos indígenas ainda desconhece o assunto.
Iberê Thenório
Do Globo Amazônia, em Poconé - o jornalista viajou a convite dos organizadores do Katoomba Meeting
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A ideia de receber dinheiro para preservar florestas, conhecida também como pagamento por serviços ambientais, anima governadores, cientistas e agropecuaristas, mas ainda é fato desconhecido para a maioria das tribos que habita o Parque Nacional do Xingu, no Norte de Mato Grosso.
Na última semana, um encontro em Cuiabá discutiu a criação de mecanismos que permitissem a países e empresas poluidoras compensar suas emissões de gás carbônico pagando a donos de terra a preservação de suas matas.
Índos Yawalapeti, que vivem no Xingu, dançam em frente a evento que discutiu pagamento por 'carbono de floresta'. (Foto: Iberê Thenório/Globo Amazônia)
A tribo dos Yawalapeti, que vive no Xingu, montou uma oca em frente ao evento, pintou seus rostos e dançou. Segundo seu chefe, o cacique Aritana, a dança era um protesto contra a poluição dos rios da região. O espetáculo de cores encantou os participantes da reunião, da qual os Yawalapeti ficaram de fora.
Quem falou pelos povos do Xingu foi o indigenista Márcio Santilli, do Instituto Socioambiental (ISA), que tem vários projetos na região. Ele tem feito reuniões com tribos locais para explicar como poderia funcionar um projeto de pagamento por ‘carbono da floresta’.
sábado, 4 de abril de 2009
Aprenda a vigiar a floresta usando o mapa do Globo Amazônia
Veja como você pode protestar contra queimadas e desmatamentos.Assista a vídeos e leia notícias dentro do mapa. veja como....http://www.globoamazonia.com/Amazonia/0,,MUL883891-16052,00.html
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