floresta com o Globo Amazônia
Agricultores que migraram das montanhas geladas desmatam sem piedade. Também a extração madeireira é feita sem planejamento.
O Rio Tambo rasga a selva em direção ao Rio Maranhón, nome peruano dado ao Amazonas brasileiro. No território dos ashaninkas, uma das etnias mais tradicionais da Amazônia, há 108 comunidades indígenas. Em todas elas, a principal atividade econômica é a extração de madeira.
Um pedaço de floresta flagrado pela equipe do Fantástico virou um estoque de milhares de metros cúbicos de madeira de diversas espécies. Ali há uma serraria funciona em pleno território indígena. Apesar de ser clandestina, a madeireira funciona a pleno vapor, em parceria com os índios da região.
Para ajudar na fiscalização, o governo peruano criou a Polícia Ecológica. No único posto que funciona na região onde a floresta é mais pressionada, há só três policiais para cobrir 20 mil quilômetros quadrados.
No Inrena, o Ibama peruano, faltam funcionários para trabalhar nas estradas e nos postos de controle. Proporcionalmente, é como se cada fiscal do órgão tivesse que vigiar, sozinho, uma área maior que a cidade de São Paulo.
O destino de muitas cargas de madeira é a cidade de Satipo, que tem 100 mil habitantes e mais de cem serrarias, a maioria ilegal.
Proporcionalmente, o Peru desmatou em 25 anos o mesmo que o Brasil, segundo um relatório da ONU.
O governo peruano criou recentemente um Ministério do Meio Ambiente, mas reconhece que pelos menos 40% da madeira que circula nesta região da Amazônia tem procedência ilegal.
Acompanhe a partir desta segunda-feira (6), no Jornal Nacional, uma série especial sobre a BR-163, rodovia que liga Cuiabá a Santarém.
Sabe de algum crime ambiental cometido na Amazônia? Mande sua denúncia para globoamazonia@globo.com
segunda-feira, 6 de abril de 2009
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